5 erros que podem fazer o cliente perder a restituição de IR

5 erros que podem fazer o cliente perder a restituição de IR

5 erros que podem fazer o cliente perder a restituição de IR

Todo ano, milhões de brasileiros aguardam ansiosamente pela restituição do Imposto de Renda. Para muitos, esse valor representa um alívio no orçamento, uma oportunidade de quitar dívidas ou investir em projetos pessoais. 

Mas, o que poucos sabem é que erros simples na declaração podem levar à perda parcial ou total da restituição, ou até mesmo à malha fina.

Se você é contador ou contribuinte, atenção: entender os principais equívocos cometidos no processo de preenchimento e envio da declaração é essencial para garantir que o valor a restituir seja corretamente apurado e pago.

Neste artigo, a equipe da Confere Leão lista os 5 erros mais comuns que podem prejudicar a restituição do IR e mostra como evitá-los com organização, revisão e apoio profissional.

1.Omissão de rendimentos

Um dos erros mais comuns (e graves) é deixar de declarar todos os rendimentos recebidos ao longo do ano, sejam eles principais ou complementares. 

Na prática, isso vale tanto para quem trabalha com carteira assinada quanto para autônomos, profissionais liberais, MEIs, aposentados e investidores.

É muito importante lembrar que o cruzamento de dados pela Receita Federal é altamente eficiente. Informações fornecidas por empresas, bancos, planos de saúde, operadoras de previdência e outras fontes são comparadas automaticamente com a declaração do contribuinte.

Exemplos frequentes de omissão:

  • Rendimentos recebidos como autônomo ou informal (sem nota fiscal);

  • Valores recebidos via PIX ou transferência de clientes não informados;

  • Aluguéis de imóveis declarados pelo inquilino, mas não pelo locador;

  • Distribuição de lucros de empresas que não foram incluídas na declaração pessoal.

Consequência: A omissão de rendimentos pode levar o contribuinte à malha fina e, se constatado erro sem retificação a tempo, impedir a restituição até que a pendência seja resolvida. Em alguns casos, há cobrança de imposto adicional com multa e juros.

2.Declaração incorreta de dependentes

Incluir dependentes pode aumentar o valor da restituição, já que há deduções permitidas com saúde, educação e a própria dedução por dependente. 

No entanto, esse benefício exige atenção redobrada, pois qualquer erro pode comprometer a restituição.

Os erros mais comuns nesse ponto são:

  • Declarar um dependente que já foi incluído em outra declaração (ex: filhos de pais separados);

  • Incluir dependentes que não se enquadram nas regras da Receita Federal, como sobrinhos, netos e parentes que não moram com o contribuinte nem dependem economicamente dele;

  • Não informar os rendimentos do dependente, como pensão, estágio ou bolsa universitária.

Mesmo crianças ou estudantes que não trabalham podem ter recebido valores em conta vinculada ou investimentos. Isso deve ser declarado, mesmo que seja isento, para evitar divergências.

Consequência: O uso indevido de dependentes pode levar à glosa das deduções e atrasar (ou cancelar) a restituição. Se houver duplicidade ou irregularidade, a Receita retém a declaração para análise.

3.Despesas médicas sem comprovação ou indevidas

As despesas médicas são dedutíveis sem limite de valor, o que pode aumentar bastante o valor a restituir. Por isso mesmo, é uma das áreas mais visadas pela Receita Federal nas auditorias.

Muitos contribuintes caem na tentação de incluir despesas que não possuem recibo válido ou, pior ainda, lançam gastos que não são dedutíveis, como:

  • Medicamentos comprados em farmácia (sem prescrição em internação);

  • Procedimentos estéticos ou odontológicos sem caráter terapêutico;

  • Recibos emitidos por profissionais que não possuem registro no Conselho de Classe;

  • Notas frias ou de terceiros.

Além disso, é comum declarar despesas de dependentes que não estão incluídos na declaração ou informar valores maiores do que os pagos.

Consequência: A Receita exige comprovação documental dessas despesas. Se forem reprovadas, o valor deduzido é desconsiderado, o imposto é recalculado e a restituição é reduzida ou anulada. Em casos mais graves, há cobrança retroativa com multa de 75% sobre o valor devido.

4.Escolha errada entre declaração simplificada e completa

Outro erro que pode reduzir (ou eliminar) o valor da restituição é a escolha do modelo de declaração incorreto

Muitos contribuintes optam automaticamente pela declaração simplificada, sem analisar se a completa seria mais vantajosa, ou vice-versa.

  • A declaração simplificada aplica um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis.
  • Já a completa permite a dedução de despesas com saúde, educação, dependentes, previdência privada e outras.

Em geral, quem possui muitas despesas dedutíveis se beneficia do modelo completo. Quem tem poucos gastos pode obter melhor restituição com a simplificada.

Consequência: Ao escolher o modelo errado, o contribuinte pode acabar pagando mais imposto ou recebendo uma restituição menor do que teria direito. Em muitos casos, uma simples simulação no momento do preenchimento já aponta a melhor opção.

5.Não revisar dados da declaração pré-preenchida

A declaração pré-preenchida tem sido cada vez mais utilizada, pois já importa automaticamente dados de fontes pagadoras, bancos e prestadores de serviço. 

Mas atenção: esse modelo não isenta o contribuinte de revisar e validar as informações.

Muitos contribuintes confiam cegamente na pré-preenchida, mas esquecem de:

  • Verificar valores de rendimentos e IRRF que foram pagos;

  • Atualizar os dados dos dependentes;

  • Corrigir saldos bancários e valores de investimentos;

  • Incluir fontes de renda que não foram informadas à Receita;

  • Conferir a titularidade dos bens e dívidas.

A pré-preenchida é uma excelente ferramenta, mas deve ser usada com cuidado e conferência manual. A responsabilidade pela declaração continua sendo do contribuinte.

Consequência: Erros não corrigidos na pré-preenchida podem levar à malha fina, gerar diferenças no imposto a pagar e comprometer a restituição, principalmente se não forem corrigidos a tempo por meio de declaração retificadora.

Conclusão: atenção aos detalhes faz toda a diferença

A restituição do Imposto de Renda é um direito, mas para recebê-la sem erros ou atrasos, o contribuinte precisa declarar com responsabilidade. 

Quer garantir que seus clientes recebam o máximo da restituição e fiquem longe da malha fina?

Fale com os especialistas da Confere Leão e conheça nossas soluções para otimizar suas rotinas de IRPF, evitando erros, prejuízos e retrabalho.

Monitoramos restituição ou malha fiscal automaticamente e sem necessidade de gov.br ou procuração! Além disso, oferecemos outros recursos para facilitar o seu dia a dia, como busca automática da pré-preenchida e recursos avançados de I.A.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *